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Ações da GM caem após corte na previsão de lucro para 2026

Redação · 20/10/2026, 16:18

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Ações da GM caem após corte na previsão de lucro para 2026

A GM reduziu sua previsão de lucro por ação para 2026 para US$ 12,75 a US$ 13,75, abaixo da expectativa do mercado, e viu as ações caírem cerca de 4% no pré-mercado nesta terça-feira (20). A montadora citou custos mais altos com logística, chips e tarifas.

A General Motors (GM) viu suas ações recuarem cerca de 4% no pré-mercado americano nesta terça-feira (20), depois de a montadora reduzir sua projeção de lucro para o ano. A empresa agora espera lucro por ação ajustado entre US$ 12,75 e US$ 13,75, informação divulgada junto ao balanço do terceiro trimestre e repercutida pela CNN Brasil a partir de dados da Reuters. O ponto médio da nova faixa, de US$ 13,25, ficou abaixo da média projetada por analistas consultados pela LSEG, de US$ 13,41. A montadora também revisou sua estimativa de lucro operacional ajustado (Ebit) para 2026, estreitando o intervalo para US$ 14,5 bilhões a US$ 15,5 bilhões, frente aos US$ 14 bilhões a US$ 16 bilhões previstos anteriormente. Os números do terceiro trimestre, por outro lado, vieram acima do esperado: o Ebit ajustado somou US$ 4,1 bilhões, alta de 22% em relação a um ano antes, enquanto o lucro por ação ajustado de US$ 3,70 superou a previsão de US$ 3,63. A receita chegou a US$ 50 bilhões, crescimento de 2,9%. A margem operacional na América do Norte subiu de 6,2% para 8,7%, impulsionada pela forte venda de picapes grandes e por uma produção menor de veículos elétricos, historicamente menos rentáveis para a companhia. A GM atribuiu a pressão sobre os custos a fatores como logística, preços de chips e tarifas, que somados devem custar cerca de US$ 2 bilhões à empresa neste ano — o topo da faixa estimada anteriormente. A redução na produção de elétricos também é descrita como resposta ao fim de incentivos do governo dos Estados Unidos a esse tipo de veículo. Ainda assim, a diretoria aprovou um novo programa de recompra de ações de US$ 20 bilhões, somando-se aos cerca de US$ 29,5 bilhões já recomprados desde 2023. A empresa disse manter confiança no negócio, mas descreveu o cenário à frente como mais desafiador, com expectativa de resultados melhores em 2027 caso a demanda dos consumidores continue forte e as pressões de custo diminuam.

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