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Ações de varejistas acumulam quedas de até 99% na Bolsa desde 2020

Redação · 24 de ago. de 2026

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Ações de varejistas acumulam quedas de até 99% na Bolsa desde 2020

Enquanto o Ibovespa subiu 44% desde 2020, o índice de consumo (ICON) caiu quase 50%. Casas Bahia e Americanas perdem quase 100% do valor, pressionadas por juros altos e endividamento.

As ações das principais varejistas brasileiras acumulam perdas de até 99,93% na Bolsa desde o início de 2020, um desempenho que contrasta com a alta de 44,2% do Ibovespa no mesmo período. O índice que reúne empresas de consumo, o ICON, recuou 49,4% no intervalo, saindo de quase 5.500 pontos para 2.753 pontos, segundo dados citados pela CNN Brasil. Casas Bahia e Americanas estão entre as companhias mais afetadas, com quedas próximas de 100%, enquanto Magazine Luiza e Marisa recuaram mais de 95%. Segundo Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, a alta dos juros — que chegou a 15% na Selic — elevou o custo da dívida das varejistas, que haviam se alavancado durante o período de juros baixos, e reduziu a capacidade de consumo das famílias. O aperto levou empresas como o Grupo Casas Bahia e a rede Marabraz a pedir recuperação judicial neste mês, enquanto o GPA fechou acordo com credores para reestruturar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas. Para o especialista Marcos Bassani, da Boa Brasil Capital, as condições atuais — juros reais elevados, consumo normalizado e maior atratividade da renda fixa — dificultam uma repetição do ciclo de valorização vivido pelas varejistas durante a pandemia.