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Tecnologia

Anatel prorroga até 2029 autorização da Vivo para internet via satélite sem antena

Redação · 18 de set. de 2026

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Anatel prorroga até 2029 autorização da Vivo para internet via satélite sem antena

A Anatel prorrogou até abril de 2029 a autorização da Vivo para testar internet via satélite sem antena externa, em parceria com a Starlink. A tecnologia deve atender áreas remotas sem cobertura de rede móvel convencional.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) prorrogou até 22 de abril de 2029 a autorização temporária da Vivo para operar conexão direta entre celulares comuns e satélites, sem necessidade de antena externa. A Starlink, empresa de satélites de Elon Musk, é a parceira indicada pela operadora para o projeto. Antes da mudança, a autorização valeria apenas até outubro deste ano. A decisão consta em ato publicado no Diário Oficial da União e acompanha a extensão do sandbox regulatório que a Anatel criou para testar a tecnologia conhecida como Direct-to-Device (D2D). A permissão pode terminar antes de 2029 caso a agência publique regras definitivas para esse tipo de serviço. O diferencial do D2D é dispensar qualquer equipamento dedicado: celulares compatíveis conseguem se comunicar diretamente com satélites de baixa órbita quando não há rede móvel terrestre disponível. A ideia não é substituir o 4G ou 5G, mas funcionar como uma extensão da cobertura em regiões rurais, áreas remotas ou locais onde é difícil instalar infraestrutura terrestre. Por enquanto, a tecnologia é voltada a serviços de baixo tráfego, como mensagens de texto e comunicações de emergência. Os testes usam frequências que já fazem parte do espectro da própria Vivo, com potência máxima de transmissão de 100 W. A operação ocorre em caráter secundário, ou seja, sem proteção contra interferências de sistemas prioritários. Apesar de a Starlink ser a parceira escolhida neste momento, a autorização não obriga a Vivo a manter a empresa durante todo o período experimental, podendo trocar de fornecedor de satélite mediante comunicação formal à Anatel. TIM e Claro também acompanham o avanço do D2D no Brasil e mantêm conversas com empresas do setor.