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URGENTEGuerra
Ataques russos matam civis em Dnipro e tensão entre Kiev e Moscou aumenta

Bombardeios russos deixaram dois mortos e seis feridos em Dnipro, na Ucrânia, além de atingir Kiev e Odessa. Zelensky alertou sobre riscos ao espaço aéreo russo, enquanto Putin acusou Kiev de "terrorismo de Estado" e recusou negociar.
A Rússia lançou nesta quarta-feira (2) uma nova onda de ataques aéreos contra a Ucrânia, deixando pelo menos dois civis mortos e outros seis feridos na cidade de Dnipro, no centro do país. Além de Dnipro, as forças russas também atingiram alvos nas regiões de Kiev e Odessa, ampliando a lista de cidades afetadas pela ofensiva que já dura cerca de cinco anos.
Segundo autoridades ucranianas, cerca de 174 drones de ataque foram disparados contra o território do país, quase metade deles do tipo "drone a jato", mais difícil de interceptar pelas defesas antiaéreas. A Rússia também usou dois mísseis balísticos na operação. Em Dnipro, os ataques atingiram depósitos de alimentos de uma rede varejista, agravando o impacto sobre a população civil.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reagiu afirmando que o espaço aéreo russo está se tornando cada vez mais inseguro para companhias aéreas estrangeiras, em razão dos ataques ucranianos de longo alcance contra território russo. Ele voltou a cobrar reforço nos sistemas de defesa antiaérea do país e novas sanções internacionais contra Moscou.
Do lado russo, o presidente Vladimir Putin acusou Zelensky de praticar "terrorismo de Estado" e descartou qualquer retomada das negociações de paz no curto prazo. O Centro de Combate à Desinformação da Ucrânia rebateu as declarações do Kremlin, afirmando que "um Estado que por si só desencadeou esta guerra volta a tentar se apresentar como vítima".
O episódio reforça o quadro de escalada mútua entre os dois países, com ataques recorrentes a infraestrutura civil e energética de ambos os lados nas últimas semanas.
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