Brendan Nugent, de 43 anos, foi indiciado por tentativa de homicídio e por ferir uma autoridade federal após atropelar a deputada independente Helen Haines em Wangaratta. Ela perdeu uma perna e segue em estado crítico após cirurgia.
A polícia do estado australiano de Vitória indiciou, nesta terça-feira (20), o motorista suspeito de atropelar a deputada federal independente Helen Haines em frente ao escritório dela, na cidade de Wangaratta. Brendan Nugent, de 43 anos, morador de Tarrawingee, foi contido por populares no local e entregue à polícia; antes de ser formalmente indiciado, ele passou por avaliação de saúde mental.
Segundo a polícia, Nugent responde por dirigir de forma perigosa causando lesão grave, por ferir outra pessoa intencionalmente e por uma acusação federal de causar dano a uma autoridade pública da Commonwealth australiana. As investigações apontam que o ataque teria sido direcionado à parlamentar. Ele deve se apresentar ao tribunal de Wangaratta nesta quarta-feira (21).
Haines, de 65 anos, foi atingida por uma caminhonete Toyota Land Cruiser na tarde de segunda-feira (19, horário local) e perdeu uma das pernas. Ela foi levada ao Hospital Alfred, em Melbourne, onde passou por cirurgia durante a noite; médicos ainda tentam salvar a outra perna, e ela segue internada em estado crítico.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, classificou o episódio como um "ato deliberado" e associou o caso ao aumento de ameaças e agressões contra políticos no país, citando o crescimento do discurso hostil nas redes sociais. A polícia encontrou uma faca no carro do suspeito e acionou uma equipe de combate ao terrorismo para apoiar as investigações, embora o motivo do ataque ainda não tenha sido confirmado oficialmente.
Haines está no Parlamento desde 2019, eleita pelo distrito de Indi após carreira como enfermeira e parteira. Ela é conhecida por defender políticas mais rígidas de combate às mudanças climáticas e por propostas de maior transparência política. A família da deputada agradeceu o apoio de populares, equipes médicas e policiais, e pediu privacidade.