Voltar
DESTAQUEEconomia

Brasil e EUA retomam negociações comerciais após ligação entre Lula e Trump

Redação · 22 de ago. de 2026

Compartilhar:
Brasil e EUA retomam negociações comerciais após ligação entre Lula e Trump

O ministro Márcio Elias (Indústria e Comércio Exterior) e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, terão videoconferência na próxima semana para retomar as negociações sobre o tarifaço. O contato ocorre após ligação entre Lula e Trump na sexta-feira (21).

O governo brasileiro e os Estados Unidos devem retomar, na próxima semana, as negociações diretas sobre o tarifaço imposto pela Casa Branca a produtos brasileiros. O anúncio veio depois que o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, procurou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias, para agendar uma reunião por videoconferência. Segundo Elias, ainda não há data definida, mas o encontro pode acontecer já na segunda-feira (24). "Já combinamos que nos reuniremos a partir da semana que vem e vamos retomar as conversas diretamente", afirmou o ministro, segundo reportagem da Folhapress. A aproximação ocorre após uma ligação de 1h20 entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump na manhã de sexta-feira (21), a pedido do lado brasileiro. Segundo o governo brasileiro, a conversa tratou do tarifaço contra produtos nacionais, do combate ao crime organizado e de conflitos globais, e transcorreu em tom "amistoso e cordial". Atualmente, uma série de produtos brasileiros é alvo de tarifas que, somadas, podem chegar a 37,5%: 25 pontos percentuais vêm de uma investigação sobre práticas comerciais consideradas injustas, e outros 12,5 pontos foram aplicados em julho sob acusação de falhas no controle à importação de itens ligados a trabalho forçado — medida que também atingiu dezenas de outros países. Além do contato mais imediato, Greer e representantes brasileiros devem se encontrar novamente no fim de setembro, em Wisconsin, em reunião ligada ao G20. Ainda não está definido se o Brasil será representado por Márcio Elias ou pelo chanceler Mauro Vieira no encontro, que deve discutir temas como combate ao trabalho forçado nas cadeias de suprimentos e regras de comércio internacional.