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Economia

Café brasileiro segue "insubstituível" nos EUA após fim do tarifaço, diz associação americana

Redação · 20 de ago. de 2026

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Café brasileiro segue "insubstituível" nos EUA após fim do tarifaço, diz associação americana

Presidente da associação americana de café (NCA) diz que os EUA não têm como substituir o café brasileiro após o fim do tarifaço imposto por Trump. Segundo ele, o Brasil respondeu por 19% das importações do produto pelos EUA no último ano.

O café brasileiro segue sem substituto à altura no mercado dos Estados Unidos, mesmo após um ano marcado por tensões comerciais entre os dois países. A avaliação é de Bill Murray, presidente da NCA (National Coffee Association), entidade que representa o setor cafeeiro americano, em entrevista concedida à CNN às vésperas do Vitória Coffee Summit, que começa nesta quinta-feira (20) no Espírito Santo. Segundo Murray, nenhum outro país reúne volume de produção, qualidade e eficiência suficientes para ocupar o espaço do café brasileiro no mercado americano. Colômbia e Vietnã figuram entre os grandes fornecedores mundiais, mas, na avaliação do executivo, ficam distantes da escala alcançada pelo Brasil. A declaração chega após mais de um ano de mobilização do setor privado para retirar o café brasileiro do alcance do tarifaço aplicado pelo governo de Donald Trump. Em agosto de 2025, o produto passou a enfrentar uma tarifa total de 50% para entrar nos EUA — resultado de uma tarifa-base de 10% somada a uma sobretaxa adicional de 40%. A medida derrubou as exportações brasileiras de café aos EUA em quase 55% entre agosto e novembro do ano passado, na comparação com o mesmo período de 2024. Após articulação de entidades como o Cecafé, a Abic e a Abics junto a órgãos do governo americano, a sobretaxa adicional sobre o café verde, torrado e moído foi retirada em novembro. O café solúvel seguiu taxado até que, em julho deste ano, o café brasileiro — incluindo o solúvel não aromatizado — também ficou de fora de novas tarifas propostas em investigações da Seção 301 dos EUA. De acordo com Murray, o Brasil respondeu por 19% do valor das importações de café pelos Estados Unidos no último ano, e cerca de 2,2 milhões de empregos americanos dependem, direta ou indiretamente, da cadeia do café. O executivo afirma que a NCA continuará defendendo a isenção tarifária para o produto, embora não descarte que o tema volte a ser discutido pelo governo Trump no futuro.