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Mundo
Calor extremo provoca mais de 1.200 mortes acima do esperado na França

O Ministério da Saúde da França registrou 1.243 mortes acima do esperado entre 3 e 22 de julho, período de calor extremo no país. Pessoas com 75 anos ou mais foram cerca de três quartos das vítimas. Julho foi o mês mais quente já registrado no país.
A França contabilizou 1.243 mortes acima do esperado entre 3 e 22 de julho, período em que o país foi atingido por uma onda de calor com temperaturas excepcionalmente altas, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde francês.
O levantamento considera todas as mortes registradas no período, independentemente da causa, com base em certidões de óbito. Pessoas com 75 anos ou mais concentraram cerca de três quartos do excesso de mortalidade, o que reforça a vulnerabilidade da população idosa a ondas de calor extremo.
Julho foi o mês mais quente já registrado na França, segundo a agência meteorológica do país, além de ter sido um dos mais secos da história recente. Poucas semanas antes, entre 17 de junho e 2 de julho, a França já havia contabilizado 5.764 mortes em excesso associadas a outra onda de calor.
Segundo meteorologistas, a Europa tem sido o continente que mais aquece no mundo em razão das mudanças climáticas, um fenômeno que vem intensificando eventos extremos como incêndios florestais e ondas de calor prolongadas. O balanço final do verão europeu deve ser divulgado pelas autoridades francesas entre outubro e novembro.
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