A campanha de Flávio Bolsonaro volta a apostar na segurança pública como bandeira central a poucos dias do 1º turno. O PL lançou peças citando estupro de vulneráveis e propostas como castração química e redução da maioridade penal.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) identificou, nos últimos dias antes do primeiro turno, uma oportunidade para retomar a segurança pública como tema central da candidatura à Presidência. O assunto é apontado como uma das principais preocupações do eleitorado e vinha perdendo espaço na comunicação da campanha nas últimas semanas.
Na semana anterior, a agenda de Flávio havia se concentrado em outros temas, como o endividamento das famílias brasileiras, a crise institucional envolvendo o STF, a proibição das apostas esportivas online e o combate a notícias falsas. Segundo a campanha, uma declaração recente do presidente Lula sobre mulheres e exames de saúde foi interpretada como desrespeitosa, o que reabriu espaço político para o discurso sobre segurança.
Com isso, o PL lançou novo material publicitário citando estatísticas de estupro contra crianças e adolescentes e voltou a apresentar propostas de Flávio na área, entre elas a castração química de estupradores, a redução da maioridade penal e a equiparação de organizações criminosas a grupos terroristas para fins de enquadramento legal.
O candidato também gravou um programa eleitoral ao lado do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, dedicado ao sistema de reconhecimento facial Smart Sampa. Na peça, Flávio defende a expansão da tecnologia para todo o país como ferramenta de combate à criminalidade, num momento em que a segurança volta a concentrar boa parte dos esforços de comunicação da campanha a poucos dias da votação.