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Colômbia relata saques e decreta toque de recolher após terremoto que já matou 132

Após terremoto de magnitude 7,4, cidades colombianas como Cali e Pereira registraram saques e passaram a cumprir toque de recolher. O presidente Abelardo de la Espriella anunciou reforço policial com mil homens nas ruas a partir desta terça-feira (11).
O governo da Colômbia reforçou nesta segunda-feira (10) o esquema de segurança em cidades atingidas pelo terremoto de magnitude 7,4 que abalou o país, após relatos de saques e episódios de "problemas de ordem pública". O presidente Abelardo de la Espriella afirmou que, a partir da manhã desta terça-feira (11), mil homens estarão nas ruas das cidades afetadas para evitar novos saques.
A cidade de Cali, uma das mais atingidas, decretou toque de recolher das 20h de segunda-feira às 6h de terça no horário local (22h às 8h em Brasília). O prefeito Alejandro Eder atribuiu a medida a ameaças de saques e disse que o objetivo é garantir segurança à população e dar espaço para que as equipes de resgate continuem os trabalhos nas primeiras 48 horas, consideradas críticas. A cidade de Pereira também adotou toque de recolher e um "dia sem carro".
Segundo a Associação Colombiana de Cidades Capitais (Asocapitales), o terremoto já deixou 132 mortos e 570 feridos. Cinco capitais do país permanecem em alerta vermelho, 86 edifícios desabaram e sete aeroportos chegaram a suspender operações. Cali sozinha contabiliza ao menos 35 mortos, 188 desaparecidos, cerca de 700 feridos e 5 mil imóveis destruídos ou danificados.
O epicentro do tremor foi registrado em San José del Palmar, a cerca de 240 km de Bogotá, e chegou a ser sentido com força na capital colombiana. Diante da tragédia, os Estados Unidos anunciaram o envio de US$ 15,5 milhões em ajuda humanitária para abrigo, alimentação e avaliação dos danos, segundo informações da CNN Brasil.
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