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Crise em Ormuz se aprofunda: Irã mantém estreito fechado e EUA atingem cerca de 140 alvos

A Guarda Revolucionária declarou o Estreito de Ormuz fechado por tempo indeterminado, e os Estados Unidos responderam com sua maior onda de ataques até agora. Nos bastidores, Omã tenta costurar uma saída diplomática, enquanto o novo líder supremo iraniano promete vingança.
A disputa pelo Estreito de Ormuz entrou em sua fase mais perigosa. A Guarda Revolucionária do Irã declarou a passagem fechada por tempo indeterminado, depois de atingir com um míssil um navio comercial de bandeira cipriota que, segundo Teerã, navegava por rota "não autorizada" e com os sistemas de localização desligados.
A retaliação americana foi a mais pesada do conflito: de acordo com as informações mais recentes, os ataques dos EUA atingiram cerca de 140 alvos militares iranianos, incluindo estruturas ligadas à capacidade do país de atacar embarcações no estreito.
Ao mesmo tempo em que os mísseis voam, a diplomacia trabalha. O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, viajou a Omã para negociar garantias de passagem segura pela hidrovia, e a delegação americana designada para as conversas inclui nomes de primeiro escalão: o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner. Washington exige um compromisso público de trânsito livre e seguro como condição para reduzir as hostilidades; Teerã, por sua vez, cobra a saída das forças americanas do Golfo Pérsico.
O pano de fundo torna tudo mais volátil: o novo líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, divulgou declaração escrita prometendo vingar a morte de seu antecessor e pai, Ali Khamenei, morto em fevereiro no ataque que deu início à guerra.
O custo econômico segue subindo. O tráfego de navios-tanque pela região despencou, milhares de marinheiros permanecem retidos no Golfo e os preços do petróleo pressionam a economia global — um problema politicamente sensível para Donald Trump às vésperas das eleições legislativas de novembro nos EUA.
Matéria em atualização — a situação militar e diplomática muda de hora em hora.
Resumo das 18