O dólar fechou a quinta-feira em alta de 1,15%, a R$ 5,087, o maior valor desde 2 de outubro. O Ibovespa caiu 1,06%, para 204.324 pontos, em meio à cautela eleitoral e dúvidas sobre novas medidas econômicas do governo.
O dólar fechou a quinta-feira (15) em alta de 1,15%, cotado a R$ 5,087, depois de chegar a R$ 5,098 durante o pregão. Foi o fechamento mais alto da moeda norte-americana desde 2 de outubro e a terceira valorização seguida, embora o dólar ainda acumule queda de 1,70% em outubro e de 7,33% no ano.
O Ibovespa, por sua vez, recuou 1,06%, encerrando o dia em 204.324 pontos, após se manter perto dos 205 mil pontos durante boa parte da tarde. Na mínima do dia, o índice chegou a 203.110 pontos, com volume financeiro girando em torno de R$ 27 bilhões. Na semana, a bolsa acumula perda de 2,27%, mas ainda sobe 9,65% em outubro e 26,81% em 2026.
Analistas atribuem o movimento à cautela do mercado com o cenário eleitoral, após a divulgação de uma nova pesquisa sobre o segundo turno, e às dúvidas sobre possíveis medidas econômicas do governo Lula, como a proposta de tarifa zero no transporte público em fins de semana e feriados, que gerou preocupação com o impacto fiscal.
No mercado internacional, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a seis moedas fortes, recuou 0,53%. Já o petróleo teve comportamento misto: o Brent caiu 0,13%, para US$ 105,92, enquanto o WTI com vencimento em novembro subiu 3,03%, para US$ 97,97, em meio às tensões no Oriente Médio e ao anúncio de liberação de reservas estratégicas por parte da Agência Internacional de Energia.