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Tecnologia
Especialistas dos EUA e da China propõem regras de segurança para IA inspiradas no setor nuclear

Pesquisadores dos dois países defendem limites rígidos para uso de IA em sistemas nucleares e uma linha direta para incidentes com IA autônoma, evitando erros de interpretação em crises.
Especialistas em segurança dos Estados Unidos e da China apresentaram um conjunto de recomendações para o uso de inteligência artificial em contextos militares e estratégicos, propondo salvaguardas inspiradas nos protocolos já usados no setor nuclear. A proposta foi divulgada, segundo o InfoMoney, antes de uma rodada de negociações entre os dois governos.
As autoras do estudo, Melanie Sisson, da Brookings Institution, e Tianjiao Jiang, da Universidade de Fudan, defendem limites rígidos para sistemas de IA usados em infraestruturas nucleares, a manutenção do controle humano sobre decisões envolvendo ataques digitais de grande impacto e a criação de uma linha de comunicação direta para lidar com incidentes causados por IA autônoma.
Segundo as pesquisadoras, sistemas de inteligência artificial mal regulados poderiam interferir em redes de comando nuclear, restando aos governos apenas minutos para diferenciar um ataque acidental de um deliberado. As propostas foram divulgadas às vésperas de uma reunião prevista entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, marcada para 24 de setembro.
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