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Esquerda vence eleições na Suécia e extrema direita perde força inédita

Redação · 13 de set. de 2026

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Esquerda vence eleições na Suécia e extrema direita perde força inédita

A aliança de esquerda liderada pela social-democrata Magdalena Andersson venceu as eleições legislativas na Suécia neste domingo, segundo projeções. Os Democratas da Suécia, de extrema direita, perderam força e podem deixar de ser a segunda maior força política do país.

A Suécia elegeu neste domingo (13) uma nova maioria parlamentar de esquerda, em uma eleição que reconfigura o mapa político do país nórdico. Segundo projeções baseadas em contagem parcial, a aliança liderada pela social-democrata Magdalena Andersson obteve cerca de 51,3% dos votos, superando o bloco de centro-direita, que ficou perto de 47%. O resultado marca a tentativa de retorno ao poder de Andersson, ex-primeira-ministra que deixou o cargo em 2022 após a virada conservadora naquele ano. Ela agora disputa a formação de governo com o atual premiê, Ulf Kristersson, que buscava a reeleição à frente da coalizão de direita. Um dos dados mais comentados da noite eleitoral foi o desempenho abaixo do esperado dos Democratas da Suécia (SD), partido de extrema direita que vinha crescendo nas últimas eleições. Pela primeira vez desde 2010, a legenda corre o risco de perder a posição de segunda maior força política do Parlamento sueco, um resultado que rompe com a tendência de avanço da extrema direita observada em outros países europeus nos últimos anos. A formação de um governo de coalizão à esquerda ainda depende de negociações entre os partidos que integram a aliança vencedora, mas analistas locais avaliam esse cenário como o mais provável nos próximos dias. A informação foi divulgada pela revista CartaCapital, com base em projeções eleitorais.