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EUA completam sexta noite de bombardeios contra o Irã e mantêm bloqueio naval

Forças dos EUA atacaram alvos militares iranianos pela sexta noite seguida e mantêm o cerco naval ao Estreito de Ormuz. Irã acusa Washington de atingir hospital em Ahvaz e ameaça resposta "devastadora".
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou a conclusão de mais uma rodada de bombardeios contra o Irã, marcando a sexta noite consecutiva de ataques americanos na região. Segundo o comunicado oficial, a ofensiva atingiu dezenas de alvos militares, incluindo postos de vigilância costeira, sistemas de defesa aérea e infraestrutura logística iraniana, usando aviões de combate, drones e navios de guerra.
O governo do Irã afirma que um dos bombardeios atingiu as proximidades de um hospital oncológico infantil em Ahvaz, no sudoeste do país, e classificou o episódio como um "crime de guerra". Autoridades iranianas também relataram que projéteis americanos atingiram um aeroporto na província de Semnan, sem registrar vítimas fatais.
A escalada ocorre depois que o presidente Donald Trump declarou encerrado o entendimento firmado em junho, retomando o bloqueio naval aos portos iranianos no Estreito de Ormuz. Mais de 50 mil militares americanos permanecem mobilizados no Oriente Médio, enquanto o tráfego de petroleiros pelo estreito caiu para cerca de 5,5 milhões de barris por dia, quase pela metade em relação à semana anterior — o que já pressiona o preço do petróleo Brent para perto de US$ 85 o barril.
Em resposta, um porta-voz do comando militar iraniano ameaçou destruir "toda a infraestrutura da região" caso os EUA atinjam a rede elétrica do país, e Teerã pediu a aliados houthis no Iêmen que fechem a rota do Mar Vermelho caso a escalada continue. O rial iraniano já se desvalorizou cerca de 20% desde o fim do acordo.
Do lado americano, o vice-presidente JD Vance descreveu a estratégia de Washington como uma combinação de pressão econômica, ação militar e negociação diplomática, descartando por ora o envio de tropas terrestres. Informações: Gazeta Brasil e CNN Brasil.
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