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EUA e Irã retomam negociações em Nova York após reunião de três horas

Irã e EUA se reuniram por três horas em Nova York, à margem da ONU, para discutir o fim do bloqueio naval dos EUA e a liberação de ativos iranianos congelados. Trump disse que um acordo só deve sair após as eleições de novembro nos EUA.
Representantes dos governos dos Estados Unidos e do Irã voltaram a se reunir nesta terça-feira (22) em Nova York, à margem da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em mais uma tentativa de destravar as negociações sobre o programa nuclear iraniano e o cerco naval imposto por Washington ao país. Segundo o presidente americano, Donald Trump, o encontro entre o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, e o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, durou cerca de três horas.
Do lado iraniano, as principais exigências apresentadas incluem o fim do bloqueio naval mantido pelos Estados Unidos na região, a liberação de ativos financeiros que permanecem congelados e o encerramento das operações militares nas chamadas frentes de resistência, ligadas a grupos aliados de Teerã no Oriente Médio.
Trump afirmou que o encontro "correu muito bem" e sinalizou que um possível acordo diplomático só deve ser fechado depois das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para novembro. O republicano resumiu o dilema em relação ao país: segundo ele, restam duas alternativas — levar o Irã "ao inferno" ou selar um entendimento.
A retomada do diálogo ocorre em meio a meses de tensão entre os dois países, marcados por ataques, sanções e episódios de escalada militar no Oriente Médio, incluindo temores sobre o fechamento do Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.
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