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EUA impõem bloqueio naval a portos do Irã e China classifica medida como "perigosa"

Redação · 15 de jul. de 2026

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EUA impõem bloqueio naval a portos do Irã e China classifica medida como "perigosa"

Entrou em vigor nesta terça-feira (14) o primeiro dia completo do bloqueio naval dos Estados Unidos a embarcações que atracam em portos iranianos, anunciado por Donald Trump no fim de semana após o fracasso das negociações de paz em Islamabad. Apesar da medida, ao menos três petroleiros ligados ao Irã seguiram cruzando o Estreito de Ormuz ao longo do dia. A China classificou o bloqueio como "perigoso e irresponsável" e alertou que a ação tende a agravar ainda mais as tensões na região.

Os Estados Unidos deram início nesta terça-feira (14) ao primeiro dia completo de bloqueio naval a navios que atracam em portos do Irã, medida anunciada pelo presidente Donald Trump no domingo (12), logo após o fracasso das negociações de paz realizadas em Islamabad entre representantes americanos e iranianos. Segundo informações da CNN Brasil, a ação amplia a escalada militar entre os dois países, que já dura meses. Apesar do bloqueio, dados de rastreamento marítimo mostraram que ao menos três petroleiros ligados ao Irã seguiram entrando no Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz durante o dia, driblando na prática as restrições anunciadas por Washington. A passagem pelo estreito é considerada estratégica para o comércio global de petróleo, já que por ali transita cerca de um quinto de toda a produção mundial de combustíveis fósseis. O governo chinês reagiu à medida americana nesta terça-feira, classificando o bloqueio aos portos iranianos como "perigoso e irresponsável" por meio de nota do Ministério das Relações Exteriores. Pequim alertou que a ação tende a aprofundar ainda mais as tensões na região, em vez de contribuir para uma solução negociada do conflito. O impasse remonta ao fim de fevereiro, quando teve início a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. Desde então, Teerã restringiu a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz, condicionando a navegação ao pagamento de taxas e ao controle iraniano da rota, o que já provocou sucessivas disparadas no preço internacional do petróleo ao longo dos últimos meses.