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Mundo
EUA restringem vistos de autoridades sul-africanas citando "racismo reverso"

Governo Trump anunciou restrição de vistos a autoridades da África do Sul acusadas de promover discriminação racial contra brancos. Medida foi anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio nesta terça-feira (15).
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (15) novas restrições de visto para autoridades sul-africanas acusadas de promover discriminação racial contra a minoria branca do país. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e representa mais um capítulo na escalada de críticas do presidente Donald Trump às políticas de reparação racial adotadas pela África do Sul desde o fim do apartheid.
Segundo Rubio, as restrições atingem autoridades que "facilitam a confiscação de terras sem indenização, a discriminação racial e/ou a incitação a violência iminente contra integrantes de grupos étnicos ou raciais minoritários". O chefe da diplomacia americana também acusou o governo sul-africano de "destruir a própria economia" ao conduzir o que chamou de "cruzada racial revanchista" contra os africânderes, descendentes de colonizadores europeus que formam a maior parcela da população branca do país.
Desde que retornou à Casa Branca, Trump tem afirmado, sem apresentar provas, que autoridades sul-africanas perseguem fazendeiros brancos, retomando um discurso caro a setores conservadores dos Estados Unidos. Washington não detalhou quais indivíduos serão afetados pelas novas restrições nem como a medida será colocada em prática.
Os africânderes tiveram papel central na criação do apartheid, sistema de segregação racial que vigorou na África do Sul entre 1948 e o início dos anos 1990. As políticas de ação afirmativa adotadas pelo país no período pós-apartheid buscam corrigir desigualdades herdadas daquele regime — programas que o governo sul-africano nega caracterizarem qualquer tipo de perseguição.
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