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Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar todas as provas do caso Master

O presidente do STF, Luiz Fachin, deu 24 horas para o ministro André Mendonça liberar todas as provas da investigação do Banco Master, atendendo a pedido da PGR. A crise entre ministros da Corte se aprofunda antes do julgamento marcado para 15 de setembro.
Fachin determinou nesta sexta-feira (11) que Mendonça retire, em até 24 horas, o sigilo total sobre as provas reunidas na investigação do Banco Master. A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que cobrou a abertura integral dos processos antes da sessão marcada para a próxima terça-feira (15).
O caso gira em torno de comunicações entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e o ministro Alexandre de Moraes, incluindo contratos milionários com o escritório de advocacia da mulher de Moraes e conversas sobre investigações em andamento contra o banco.
A crise institucional se agravou depois que Mendonça tornou público, em 1º de setembro, um relatório da Polícia Federal sobre o assunto — o que levou Moraes a pedir a abertura de um inquérito contra o colega. Fachin decidiu unificar os dois pedidos e marcou uma sessão plenária para 15 de setembro, quando o STF deve decidir também sobre a investigação contra Moraes.
A determinação de Fachin veio no mesmo dia em que outros desdobramentos aumentaram a pressão sobre o caso. A AGU entregou explicações sobre o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, revelou ter alertado um diretor da autarquia sobre suspeitas de pagamentos irregulares a servidores do BC. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também cobrou transparência total nas investigações, afirmando que o princípio "vale para todo mundo", numa referência indireta ao senador Flávio Bolsonaro.
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