Após o 1º turno, Flávio Bolsonaro reuniu apoio de partidos como Republicanos, PP e PSD e seguiu ao lado de Tarcísio de Freitas, enquanto Lula admite desorganização na campanha e muda de estratégia para o 2º turno, em 25 de outubro.
Uma semana após o primeiro turno da eleição presidencial, realizado em 4 de outubro, os dois candidatos ao segundo turno adotaram estratégias opostas. Flávio Bolsonaro (PL) dedicou os dias seguintes à votação a formalizar apoios políticos, somando o apoio de partidos como Republicanos, Progressistas, PSD — comandado por Ronaldo Caiado —, Novo, Podemos e do ex-candidato Augusto Cury, do Avante. Em parte dos compromissos de campanha, o candidato foi acompanhado pelo governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Questionado sobre declarações anteriores a respeito de mudanças na Constituição, Flávio afirmou que pretende promover uma reforma do Judiciário, reduzir a maioridade penal e extinguir a reeleição por meio de uma proposta de emenda constitucional, com o apoio da nova bancada que assume o Congresso em 2027.
Do outro lado, o presidente Lula (PT) reconheceu, em encontro com jovens do partido, que esta foi a campanha menos organizada de que participou desde 1989 — a expectativa era vencer ainda no primeiro turno. Diante do resultado, auxiliares do petista passaram a buscar responsáveis pelo desempenho, com críticas direcionadas à primeira-dama Janja da Silva, ao publicitário Sidônio Palmeira e ao secretário de Comunicação Edinho Silva.
Para tentar reverter o cenário, Lula gravou seu primeiro vídeo em formato selfie e abriu as portas de seu QG de campanha, no Lago Sul, em Brasília, depois de 54 dias de campanha sem fazer isso. A nova fase da campanha também passou a mirar dissidentes do Centrão, como governadores, prefeitos e parlamentares insatisfeitos com os rumos da disputa.
Na propaganda de TV, Flávio tem prometido manter programas sociais como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Farmácia Popular, enquanto Lula defende isentar de Imposto de Renda a cesta básica e acabar com a escala de trabalho 6x1. No Nordeste, região em que Lula obteve 21,49 milhões de votos no primeiro turno — 63,77% dos votos válidos —, a campanha agora busca atingir 70% das intenções de voto, o que exigiria recuperar cerca de 2,2 milhões de eleitores até 25 de outubro, data do segundo turno.
Com informações do Poder360.