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Economia
Goldman Sachs projeta que El Niño pode reduzir PIB e pressionar inflação no Brasil

O Goldman Sachs estima 98% de chance de um El Niño 'muito forte' até o fim do ano, o que pode tirar 1,21 ponto percentual do PIB brasileiro em quatro trimestres e somar até 0,5 ponto à inflação, puxado pelos alimentos.
Um relatório do banco Goldman Sachs estima que o fenômeno climático El Niño pode retirar até 1,21 ponto percentual do PIB brasileiro ao longo de quatro trimestres a partir de seu início, impacto superior à média estimada para a região da América Latina, de 0,36 ponto percentual. Segundo o banco, dados da agência americana NOAA indicam 98% de probabilidade de o El Niño se tornar "muito forte" até o fim do ano.
Na avaliação do Goldman Sachs, o fenômeno também deve pressionar a inflação brasileira, com impacto estimado entre 0,4 e 0,5 ponto percentual no IPCA ao longo de um ano, puxado principalmente pelos preços de alimentos, afetados por perdas de safra e queda de produtividade agrícola.
O banco destaca que Brasil e Colômbia estão em situação mais delicada dentro da região, já que os dois países enfrentam simultaneamente inflação elevada, expectativas desancoradas e juros em patamar restritivo. Nesse cenário, o choque climático pode levar os bancos centrais desses países a adotar uma postura "ligeiramente mais defensiva" no curto prazo.
Resumo das 18