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Mundo
Hamas condena plano de Israel para construir 12 mil moradias na Cisjordânia

O Hamas classificou como judaização criminosa o plano israelense de erguer 12 mil novas moradias em assentamentos na Cisjordânia ocupada. O projeto prevê investimento de US$ 2,6 bilhões e é visto como nova etapa de expansão territorial.
O movimento palestino Hamas condenou nesta semana um acordo firmado entre o governo de Israel e a Administração Civil da Judeia e Samaria para a construção de 12 mil novas moradias em assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada. Em comunicado, o grupo classificou a iniciativa como um "acordo perigoso e criminoso de judaização" do território.
Segundo o Hamas, a medida representa uma intensificação da ofensiva israelense para ampliar o controle sobre a Cisjordânia, ocupar terras palestinas e deslocar moradores locais. O plano prevê ainda a destinação de aproximadamente US$ 2,6 bilhões para obras de infraestrutura nos novos assentamentos.
A expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia é um dos principais pontos de atrito entre Israel, a Autoridade Palestina e a comunidade internacional. Os palestinos consideram essas construções uma forma de ocupação de seu território e um dos maiores obstáculos para qualquer acordo de paz na região.
O anúncio ocorre em meio a um cenário regional já tensionado por outros conflitos no Oriente Médio, reforçando as críticas de organismos internacionais à política de assentamentos do governo israelense.
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