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Irã diz ter atacado porta-aviões e destróier dos EUA no Estreito de Ormuz

Redação · 06 de set. de 2026

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Irã diz ter atacado porta-aviões e destróier dos EUA no Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irã afirma ter disparado mísseis contra um porta-aviões e um destróier dos EUA no Estreito de Ormuz. Washington nega que algum navio de guerra tenha sido atingido, mas já revidou destruindo três petroleiros iranianos na região.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou neste fim de semana ter disparado múltiplos mísseis balísticos contra um porta-aviões nuclear e um destróier da Marinha dos Estados Unidos que patrulhavam o Estreito de Ormuz. Segundo a força iraniana, as embarcações "assediavam navios iranianos" e participavam de um bloqueio naval, e teriam deixado a área após sofrer danos. O Comando Central dos EUA (CENTCOM), porém, nega que qualquer navio de guerra americano tenha sido atingido ou que haja feridos entre as tropas dos EUA. Horas antes do anúncio iraniano, forças americanas atacaram três petroleiros ligados ao Irã nas proximidades da Ilha de Kharg e do Golfo de Omã, perto de Jask — dois deles teriam sido "permanentemente desativados" e um terceiro, que estava vazio, destruído. O episódio é o mais recente capítulo de uma guerra intermitente entre os dois países que já dura mais de seis meses, iniciada em 28 de fevereiro com uma onda de ataques americanos e israelenses contra o programa nuclear iraniano. Desde então, sucessivas trocas de ataques têm afetado o tráfego de petroleiros e a navegação comercial pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do comércio global de petróleo. Questionado por jornalistas na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a escalada, chamando o confronto de "pequenas batatas" e afirmando que os EUA poderiam atacar em breve a instalação nuclear conhecida como "Pickaxe Mountain". O comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper, disse que as forças americanas "não hesitarão em defender militares dos EUA" e, se necessário, "destruir a frota de petróleo limitada e exposta do Irã".