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Mundo
Jatos de companhia aérea sul-africana sobrevoam estádio lotado em altitude perigosamente baixa

Dois jatos da companhia aérea sul-africana Airlink sobrevoaram a cerca de 13 metros de altura o estádio de Cidade do Cabo durante partida de rúgbi entre África do Sul e Nova Zelândia, assustando parte dos 56 mil torcedores presentes.
Dois jatos comerciais Embraer da companhia aérea sul-africana Airlink sobrevoaram o estádio de Cidade do Cabo a uma altitude estimada entre 12 e 14 metros acima do teto da arena, durante uma partida de rúgbi entre as seleções da África do Sul e da Nova Zelândia. A manobra, que fazia parte de uma apresentação aérea programada antes do jogo, empolgou parte dos cerca de 56 mil torcedores presentes, mas também gerou forte repercussão negativa nas redes sociais pelo risco aparente da aproximação.
Especialistas em aviação questionaram publicamente se aeronaves comerciais de passageiros — normalmente projetadas para cruzeiro em grandes altitudes, e não para manobras de baixa altura como as usadas por esquadrilhas acrobáticas militares — ofereciam margem de segurança suficiente para esse tipo de sobrevoo. A preocupação central é a pequena margem para qualquer erro de pilotagem ou falha técnica a uma altura tão reduzida sobre uma multidão.
Em nota, a Airlink defendeu a operação, afirmando que o sobrevoo foi cuidadosamente planejado, ensaiado e aprovado pelas autoridades de aviação civil sul-africanas antes da partida. A empresa reforçou que a manobra seguiu os protocolos de segurança exigidos para esse tipo de demonstração aérea em eventos esportivos.
Até o momento, não foram registrados incidentes ou feridos relacionados ao sobrevoo, e as autoridades de aviação da África do Sul não se manifestaram publicamente sobre uma eventual revisão dos critérios para autorizações desse tipo no futuro.
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