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Economia
Light sai da recuperação judicial após três anos de reestruturação

A Justiça do Rio de Janeiro decretou o fim da recuperação judicial da Light, quase três anos após o pedido feito em 2023 com cerca de R$ 11 bilhões em dívidas. O juiz reconheceu o cumprimento integral do plano aprovado pelos credores.
A 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro decretou o encerramento oficial da recuperação judicial da distribuidora de energia Light, considerando cumpridas todas as obrigações previstas no plano aprovado pelos credores. A decisão do juiz Leonardo de Castro Gomes se baseou em pareceres favoráveis da administração judicial e do Ministério Público do estado, além de um relatório de acompanhamento que cobriu o período de junho de 2024 a junho de 2026.
A empresa havia pedido recuperação judicial em maio de 2023, quando acumulava cerca de R$ 11 bilhões em dívidas, sendo aproximadamente R$ 7 bilhões em debêntures e R$ 3,1 bilhões em títulos emitidos no exterior. Um dos entraves do processo, segundo relatos da época, foi a resistência de alguns grupos de credores em assinar acordos de confidencialidade, o que dificultava negociações unificadas.
Entre os marcos citados para o encerramento do processo estão a conclusão da escolha das formas de pagamento por mais de 27 mil credores com créditos de até R$ 30 mil, a emissão de novos títulos de dívida, a reestruturação de compromissos externos e um aumento de capital de R$ 300 milhões vinculado à renovação da concessão da distribuidora.
Com o fim formal da recuperação judicial, a Light deixa de utilizar a expressão "em recuperação judicial" em seus registros e comunicados oficiais. Algumas etapas do acordo com credores, no entanto, continuam em curso, como a conversão de determinadas debêntures em ações, conforme os prazos definidos no plano de recuperação.
Resumo das 18