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Lula diz que não vai parar de governar por causa da campanha e vai guardar ataques a Flávio para a reta final

Lula afirmou que não vai deixar de governar por estar em campanha à reeleição e disse que a estratégia petista é guardar denúncias contra Flávio Bolsonaro para os últimos dez dias antes do primeiro turno, em 4 de outubro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (4) que não vai deixar de exercer suas funções de presidente por estar em campanha para a reeleição. "Não posso parar de ser presidente porque sou candidato", disse, durante agenda oficial que incluiu a sanção de leis voltadas ao Judiciário, ao lado do presidente do STF, Luiz Fachin.\n\nAinda nesta sexta, Lula seguiu para o Ceará, onde cumpriu compromissos de governo e de campanha, com direito a visita a obras e caminhada ao lado do governador Elmano de Freitas (PT).\n\nSegundo pessoas próximas ao petista, a campanha de Lula tem adotado deliberadamente uma postura de reservar as principais críticas e denúncias contra o adversário Flávio Bolsonaro (PL) para os dez dias finais antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A ideia por trás da estratégia é não dar tempo suficiente para que o adversário se recupere do desgaste político nem para uma eventual substituição de candidatura, já que o prazo legal para trocar de candidato termina em 14 de setembro.\n\nO clima de disputa acirrada tem se refletido também nos bastidores do Judiciário, em meio à crise que atinge o STF, mas o presidente e a primeira-dama Janja mantêm otimismo declarado com as perspectivas eleitorais, com a expectativa interna de vitória ainda no primeiro turno.
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