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Política

Lula embarca para Nova York para discursar na abertura da Assembleia Geral da ONU

Redação · 20 de set. de 2026

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Lula embarca para Nova York para discursar na abertura da Assembleia Geral da ONU

O presidente Lula viaja neste domingo aos EUA para abrir, na terça, a 81ª Assembleia Geral da ONU. Ele deve defender o multilateralismo e a reforma do Conselho de Segurança, além de se reunir com Guterres — um encontro com Trump não está descartado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca neste domingo (20) para Nova York, onde participa da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Como manda a tradição, o chefe de Estado brasileiro é o primeiro a discursar na sessão de abertura, marcada para a manhã de terça-feira (22). Segundo o Itamaraty, o discurso deve reforçar temas centrais da política externa brasileira: defesa do multilateralismo, incentivo à negociação como forma de resolver conflitos, respeito ao direito internacional humanitário e rejeição à interferência em assuntos internos de outros países. A reforma do Conselho de Segurança da ONU também deve estar entre os pontos centrais da fala. O Brasil defende há anos mudanças na composição e no funcionamento do órgão, hoje criticado pela dificuldade de responder a conflitos internacionais em curso. Na programação, Lula chega a Nova York no domingo à noite, tem agenda de encontros bilaterais na segunda e se reúne com o secretário-geral da ONU, António Guterres, na manhã de terça, pouco antes do discurso. Ele retorna ao Brasil no mesmo dia. Também está prevista uma reunião com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Será a 11ª vez que Lula participa da Assembleia Geral como presidente — ele só não discursou em 2010. Um novo encontro com Donald Trump não está confirmado pelo Itamaraty, mas é possível: o presidente americano discursa logo depois do brasileiro, e no ano passado os dois tiveram um breve contato nos bastidores, que Trump descreveu como de "excelente química" entre eles. O chanceler Mauro Vieira permanece em Nova York ao longo de toda a semana para reuniões ministeriais do Brics, do Fórum Índia-Brasil-África do Sul (Ibas), do G77, do G4, do L69 e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, entre outros fóruns. Ele também vai presidir encontros da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa brasileira lançada no G20, e da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), hoje sob presidência do Brasil. A comitiva brasileira inclui ainda os ministros Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), Luiz Eloy Terena (Povos Indígenas) e Rachel Barros (Igualdade Racial), e deve participar de discussões do Conselho de Segurança sobre a Palestina, a solução de dois Estados e o combate à desigualdade.