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Mundo
Ministro de El Salvador diz que EUA "exportaram" gangues ao país após deportações

O ministro da Segurança de El Salvador, Gustavo Villatoro, disse em evento da Fiesp em São Paulo que os EUA "exportaram" as facções MS-13 e Barrio 18 ao deportar salvadorenhos após a guerra civil do país.
O ministro da Segurança e Justiça de El Salvador, Gustavo Villatoro, afirmou nesta segunda-feira (31) que as facções criminosas MS-13 e Barrio 18, que dominaram o país por décadas, não nasceram em território salvadorenho. Segundo ele, as duas organizações se formaram nos Estados Unidos e chegaram a El Salvador por meio de deportações em massa realizadas após o fim da guerra civil do país, encerrada em 1992.
"Isso foi uma exportação pós-guerra que os Estados Unidos fizeram quando começaram a deportar salvadorenhos", disse Villatoro, ao defender que a origem do problema das gangues está ligada a decisões de política migratória americana e a uma legislação salvadorenha dos anos 1990 que, segundo ele, criou brechas para o fortalecimento dessas organizações.
A declaração foi dada durante um congresso sobre segurança pública organizado pela Fiesp, a federação das indústrias de São Paulo, que reuniu autoridades para debater estratégias de combate ao crime organizado. A presença de Villatoro no Brasil ocorre um dia depois de o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro se reunir com o ministro salvadorenho, citando o modelo de segurança adotado por El Salvador como referência para propostas de combate à criminalidade no Brasil.
El Salvador ficou conhecido nos últimos anos pela política de encarceramento em massa promovida pelo presidente Nayib Bukele, que reduziu drasticamente os índices de homicídio no país, mas também é criticada por organizações de direitos humanos por denúncias de abusos em presídios de segurança máxima.
Resumo das 18