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Justiça
Ministros do STF defendem retomar prioridade para julgamentos com repercussão geral

Em sessão da Primeira Turma, a ministra Cármen Lúcia defendeu que o STF volte a priorizar julgamentos com repercussão geral: são 132 ações pendentes e 2 milhões de processos suspensos à espera do Supremo.
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defenderam nesta terça-feira (18), durante sessão da Primeira Turma, que a Corte retome a prática de priorizar o julgamento de processos com repercussão geral. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 2 milhões de processos em todo o país estão suspensos aguardando a palavra final do Supremo sobre diferentes temas, e há 132 ações desse tipo pendentes de análise de mérito.
A sugestão partiu da ministra Cármen Lúcia, que lembrou que a prioridade já foi adotada em gestões anteriores e defendeu que o ministro Alexandre de Moraes, que assume a presidência da Corte em 2027, adote a medida como meta. Ela criticou o fato de casos com repercussão geral reconhecida ficarem anos sem julgamento, gerando insegurança jurídica nas instâncias inferiores, que precisam suspender processos sobre o mesmo tema.
O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma, concordou e sugeriu ainda fixar um prazo regimental para que os gabinetes liberem esse tipo de julgamento. A discussão foi motivada pela suspensão de uma reclamação sobre a legalidade da chamada "pejotização", tema que será decidido com repercussão geral em ação relatada pelo ministro Gilmar Mendes, ainda sem data marcada.
Resumo das 18