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DESTAQUEJustiça
MPF processa candidato Renan Santos por discurso de ódio contra indígenas

Ministério Público Federal pede R$ 500 mil de indenização e retratação pública do candidato à Presidência e do MBL, após vídeos sobre ocupação indígena em terminal da Cargill no Pará.
O Ministério Público Federal (MPF) processou o candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, e o Movimento Brasil Livre (MBL) por declarações que, segundo a instituição, configuram discurso de ódio contra 14 etnias indígenas do Baixo Tapajós, no Pará. A ação pede indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos.
O processo tem como base três vídeos publicados nos perfis de Renan e do MBL no Instagram, ainda no período em que ele era pré-candidato. As publicações tratavam da ocupação, por indígenas, de um terminal da empresa Cargill em Santarém, feita em protesto contra a desestatização de hidrovias na Amazônia.
Segundo o MPF, Renan teria usado termos como "malandros", "vagabundos" e "picaretas" para se referir aos indígenas, além de questionar a identidade étnica dos grupos envolvidos no protesto. O órgão argumenta que as falas extrapolam os limites da crítica legítima e pede a remoção dos vídeos das redes sociais, além de retratação pública nos mesmos perfis.
Em resposta, a assessoria de Renan divulgou um vídeo no qual o candidato chama a ação do MPF de "bizarra" e mantém o tom das críticas ao movimento indígena, classificando a ocupação da Cargill como um "ato político criminoso". Ele afirmou ainda que, se eleito, pretende investigar organizações não-governamentais envolvidas em protestos como esse.
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