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Justiça
MPT pede R$ 30 milhões de Luciano Hang por assédio eleitoral

Ministério Público do Trabalho pede R$ 30 milhões de Luciano Hang e da Havan por assédio eleitoral, após discurso do empresário contra a redução da jornada de trabalho durante inauguração de loja em Goiás.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou uma ação contra o empresário Luciano Hang e a rede de lojas Havan pedindo indenização de R$ 30 milhões por dano moral coletivo, sob acusação de assédio eleitoral. O processo tem origem em um discurso feito por Hang em 29 de agosto, durante a inauguração de uma loja em Caldas Novas (GO).
Segundo o MPT, na ocasião Hang criticou, diante de funcionários recém-contratados, a proposta de redução da jornada de trabalho (PEC 221/2019), associando o tema às eleições de outubro. O empresário argumentou que a mudança elevaria custos das empresas em cerca de 15% e provocaria inflação, reduzindo o poder de compra dos próprios trabalhadores.
Para o órgão, a manifestação configura assédio eleitoral em razão da relação hierárquica entre patrão e empregados presentes no evento. Além da indenização coletiva, o MPT pede o pagamento de indenizações individuais de ao menos 20 salários por trabalhador presente, a divulgação de um vídeo de retratação em até 48 horas e garantias de que nenhum funcionário sofrerá retaliação por seu voto. Procurado, Hang negou as acusações e afirmou que apenas exerceu sua liberdade de expressão, sem citar candidatos ou partidos.
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