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Novos ataques a navios no Estreito de Ormuz agravam conflito entre EUA e Irã

Dois navios da estatal emiradense ADNOC foram atacados no Estreito de Ormuz nesta sexta-feira, e o tráfego marítimo na região ficou praticamente paralisado. EUA afirmam que podem manter bloqueio naval ao Irã por tempo indeterminado.
O tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz ficou praticamente paralisado nesta sexta-feira (14) após dois navios da estatal emiradense Abu Dhabi National Oil Company (Adnoc) serem atacados na região durante a noite de quinta-feira, segundo informou a agência estatal dos Emirados Árabes Unidos WAM. O governo emiradense atribuiu os ataques ao Irã, que não comentou o episódio.
Segundo reportagem da Reuters publicada pela InfoMoney, o novo ataque ocorre em meio à falta de avanços nas negociações para retomar um acordo firmado em junho para encerrar a guerra entre os dois países. Com o rompimento do cessar-fogo, Teerã voltou a atacar embarcações que, segundo alega, tentam cruzar o estreito sem autorização.
Dados da consultoria de rastreamento naval Kpler mostram que apenas nove navios passaram pela via na quinta-feira — acima dos cinco de quarta-feira, mas bem abaixo da média de agosto, de 12 embarcações por dia. Antes do início do conflito entre EUA, Israel e Irã, em fevereiro, mais de 130 navios cruzavam o estreito diariamente.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que a Marinha americana pode manter por tempo indeterminado o bloqueio naval imposto ao Irã, alternando embarcações na região. Já o secretário do Tesouro, Scott Bessent, prometeu novas sanções econômicas "como nunca se viu" contra o país nos próximos dias. O presidente Donald Trump enfrenta pressão interna para encerrar o conflito, impopular em meio à alta dos preços de combustíveis nos EUA.
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