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Paralisação de oleoduto na Arábia Saudita ameaça 4% da oferta mundial de petróleo

Ataques com drones danificaram o principal oleoduto saudita, que leva 4 milhões de barris por dia ao porto de Yanbu. Reservas locais duram só dias, e o reparo pode levar até seis semanas, ameaçando o mercado global.
A Arábia Saudita enfrenta uma crise em sua infraestrutura de energia depois que ataques com drones danificaram, em 11 de setembro, o oleoduto Leste-Oeste, principal rota de escoamento de petróleo do país até o Mar Vermelho. A estrutura transporta cerca de 4 milhões de barris por dia até o porto de Yanbu e responde por aproximadamente 4% da oferta mundial de petróleo.
Os estoques no terminal de Yanbu são suficientes para apenas cinco a sete dias de operação normal antes de se esgotarem. Portos alternativos no Egito, como Ain Sukhna e Sidi Kerir, oferecem uma rota de escoamento temporária, mas também devem ficar sem capacidade de reserva em poucos dias caso o oleoduto não volte a operar.
Equipes técnicas estimam um prazo de reparo entre cinco e seis semanas, com possibilidade de uma recuperação parcial mais rápida. O problema se soma a restrições já existentes no Estreito de Ormuz: segundo a Agência Internacional de Energia, a produção saudita está no nível mais baixo em mais de três décadas. A combinação ameaça reduzir a oferta global em cerca de 5,7 milhões de barris por dia, pressionando a inflação e os juros de longo prazo em todo o mundo.
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