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Pentágono aplica teste de detector de mentiras em 50 militares após vazamentos sobre guerra no Irã

Redação · 05 de set. de 2026

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Pentágono aplica teste de detector de mentiras em 50 militares após vazamentos sobre guerra no Irã

O Pentágono aplicou teste de detector de mentiras em 50 militares do Estado-Maior Conjunto dos EUA após vazamentos sobre a guerra no Irã, incluindo dados sobre escassez de mísseis e interceptores Patriot.

O Pentágono submeteu cerca de 50 militares e funcionários civis do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos a testes de detector de mentiras, em uma investigação sobre vazamentos de informações sigilosas relacionadas à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. A informação foi revelada pelo jornal The New York Times e confirmada por outros veículos americanos nas últimas horas. Segundo as reportagens, o alvo da apuração são vazamentos sobre o nível dos estoques de munições americanas, incluindo mísseis de longo alcance e interceptores do sistema Patriot, cujo consumo aumentou durante o conflito com o Irã. Autoridades do governo temem que informações tão sensíveis, de acesso restrito a um grupo pequeno de pessoas, possam ter chegado a agentes de inteligência estrangeiros. O presidente Donald Trump reagiu com indignação às revelações sobre a situação dos arsenais e chegou a dizer que quem for responsabilizado por vazar esse tipo de informação pode enfrentar penas de prisão de longa duração, embora tenha minimizado o problema ao afirmar que o país ainda mantém um estoque robusto de armamentos. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, evitou comentar detalhes do processo interno, mas afirmou que "proteger informações classificadas é fundamental para a segurança dos Estados Unidos e das tropas americanas espalhadas pelo mundo". Em julho, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, já havia anunciado uma força-tarefa conjunta com o Departamento de Justiça para investigar e processar responsáveis por vazamentos. O episódio ocorre em meio à escalada de ameaças de Trump contra o Irã: o presidente americano voltou a dizer que pode atacar "em breve" a instalação nuclear subterrânea conhecida como Pickaxe Mountain, um dos principais alvos apontados por Washington desde o início do conflito.