O Brent fechou em alta nesta segunda (19), chegando a US$ 110,30 o barril, o maior valor desde maio. A escalada reflete temores com a oferta global após ataques à infraestrutura de energia russa e tensões no Mar Vermelho e no Estreito de Ormuz.
Os preços do petróleo voltaram a subir nesta segunda-feira (19), após recuarem na parte da manhã, em um dia de atenção redobrada dos investidores aos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia. No período da tarde, o barril do Brent, referência internacional, chegou a US$ 110,30, o maior valor desde maio, enquanto o WTI, negociado nos Estados Unidos, avançou para US$ 102,96.
O movimento dá sequência à alta registrada na sexta-feira (16), quando o Brent fechou em valorização de 3,72%, a US$ 109,86 o barril, e o WTI subiu 2,61%, para US$ 99,02. Na semana, o contrato do Brent acumulou alta de 4,9% e o do WTI, de 7,8%, impulsionados por preocupações com a oferta global em meio a ataques à infraestrutura energética russa e a episódios de hostilidade contra embarcações no Mar Vermelho e no Estreito de Ormuz.
Segundo a CNN Brasil, a aceleração da alta também foi influenciada por informações da agência Reuters de que a refinaria russa de Ryazan suspendeu as operações em uma de suas principais unidades depois de um ataque de drone na quinta-feira (15) — a mesma unidade que já havia parado de funcionar após outro ataque no mês anterior.