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PM dispersa manifestantes com gás lacrimogêneo antes de ato de Flávio Bolsonaro na Paulista

PM usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes de esquerda perto da Avenida Paulista antes do ato de 7 de Setembro de Flávio Bolsonaro, que reuniu milhares contra Moraes e Lula à tarde.
A Avenida Paulista voltou a ser palco de tensão política na tarde deste 7 de Setembro. Horas antes do início oficial do ato convocado pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), a Polícia Militar de São Paulo usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar um grupo de manifestantes de esquerda que se concentrava nas imediações da avenida, alguns deles portando cartazes contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A corporação não detalhou publicamente os motivos da ação.
Passado o princípio de confronto, o ato bolsonarista tomou forma ao longo da tarde e reuniu milhares de apoiadores em um trecho de cerca de cinco quarteirões, do Masp até a sede da Fiesp. Flávio Bolsonaro discursou de cima de um trio elétrico ao lado do pastor Silas Malafaia, com direito a bonecos infláveis representando ministros do Supremo Tribunal Federal, faixas contra o ministro Alexandre de Moraes e o presidente Lula, e paródias musicais que remetiam ao 8 de Janeiro.
O ato deste ano ocorre em um momento de forte turbulência institucional, com o STF mergulhado no que juristas já descrevem como sua maior crise em mais de um século, e disputa acirrada rumo às eleições de 2026. Organizadores mobilizaram lideranças aliadas, incluindo o governador Tarcísio, para dar musculatura política ao evento, que se soma a manifestações simultâneas em pelo menos outras 15 cidades do país.
Embora o público estimado pelos organizadores tenha ficado abaixo dos recordes de edições anteriores do ato na Paulista, a manifestação reforça a pressão da oposição sobre o Judiciário e o governo em um 7 de Setembro marcado por discursos inflamados dos dois lados do espectro político.
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