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Polícia faz operação contra quadrilha de roubo de cargas com elo na Maré

Redação · 18/10/2026, 15:41

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Polícia faz operação contra quadrilha de roubo de cargas com elo na Maré

A Polícia Civil do Rio deflagrou a Operação Sentinela contra um grupo suspeito de roubar cargas, com possível ligação ao Terceiro Comando Puro. Três pessoas foram presas e três veículos recuperados.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou neste sábado (17) a Operação Sentinela contra uma quadrilha especializada em roubo de cargas, com suspeita de ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP), facção que atua no Complexo da Maré. Até o momento, três pessoas foram presas e três veículos usados pelo grupo foram recuperados, segundo a Polícia Civil. A ação conta com três mandados de prisão temporária, 15 mandados de busca e apreensão e ordens para o sequestro de cinco veículos, e ainda está em andamento. As investigações começaram após um roubo de carga ocorrido em 30 de setembro, quando cerca de dez criminosos armados, distribuídos em cinco carros e duas motos, interceptaram um caminhão que transportava 16 paletes de medicamentos na Via Dutra, próximo a Pavuna. O prejuízo foi estimado em R$ 488 mil. Segundo a polícia, o grupo dividia funções entre quem rastreava o caminhão, quem fazia a abordagem, quem vigiava a carga e quem neutralizava o sistema eletrônico de bloqueio do veículo. As placas do caminhão também foram trocadas. O veículo foi encontrado depois, perto do Complexo da Maré, mas sem os medicamentos. Ao longo de 15 dias de apuração, os investigadores identificaram cinco carros usados no roubo a partir de câmeras de segurança, sistemas de leitura de placas, dados de rastreamento e informações de empresas privadas e da Polícia Rodoviária Federal. Três desses veículos estavam cadastrados em aplicativos de transporte por motorista e continuavam fazendo corridas, o que, segundo a polícia, colocava passageiros em risco sem que soubessem. As investigações também apontam que um dos suspeitos tem ligação com um grupo que já havia sido alvo da Operação Metástase, deflagrada em julho, que teve 96 mandados de busca, cinco prisões e identificou movimentação financeira superior a R$ 33 milhões. A suspeita da polícia é que integrantes do braço operacional daquele grupo continuaram atuando mesmo depois da operação anterior.

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