A União Europeia estuda liberar reservas estratégicas de petróleo após pressão dos EUA, em meio à alta dos preços provocada pela guerra no Irã. O diesel já custa US$ 7 o galão nos EUA, e o barril de Brent passa de US$ 100.
A União Europeia admitiu nesta sexta-feira que pode liberar parte de suas reservas estratégicas de petróleo para conter a escalada nos preços de combustíveis, depois de o governo dos Estados Unidos pressionar aliados europeus a fazer o mesmo sob risco de sofrerem uma proibição de exportação de diesel.
O comissário europeu de Energia, Dan Jørgensen, disse que a liberação "é uma possibilidade" e que os países-membros já discutem, em conjunto com a Agência Internacional de Energia, o momento certo para agir. Segundo ele, a medida já foi usada antes pelo bloco e pode voltar a ser adotada.
A alta nos preços é atribuída à guerra no Irã e à redução da capacidade de refino no mercado internacional. Nos Estados Unidos, o galão de diesel passou a custar US$ 7, enquanto o barril do petróleo Brent tem oscilado entre US$ 97 e US$ 102 desde o fim de setembro — uma alta de até US$ 30 em relação ao período anterior ao conflito.
O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, pediu que a Europa libere novos estoques "imediatamente" para aliviar os custos enfrentados por caminhoneiros, agricultores e empresas nos EUA, argumentando que o país não deveria sustentar o peso da crise isoladamente. A decisão final sobre a liberação das reservas, no entanto, cabe a cada governo europeu.
Segundo a Euronews, a Comissão Europeia também anunciou, de forma inesperada, que considera "totalmente cobertas" as necessidades orçamentárias e militares da Ucrânia para este ano, encerrando um debate de um mês sobre um déficit de US$ 27 bilhões identificado por Kiev. O foco das negociações entre Bruxelas e o governo ucraniano agora se volta para 2027, quando a lacuna de financiamento pode chegar a US$ 78 bilhões.