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Protesto de estudantes bloqueia o Museu do Louvre em meio a onda de violência na França

Redação · 19/10/2026, 10:22

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Protesto de estudantes bloqueia o Museu do Louvre em meio a onda de violência na França

Estudantes, incluindo alunos da Escola do Louvre, bloquearam as entradas do museu nesta segunda-feira em apoio ao movimento estudantil francês. O país ainda lida com os efeitos de um fim de semana de confrontos que deixou centenas de feridos e presos.

O Museu do Louvre, em Paris, não abriu no horário previsto nesta segunda-feira depois que centenas de manifestantes, entre eles alunos da Escola do Louvre, bloquearam as entradas do prédio em solidariedade ao movimento estudantil francês contra a austeridade e o custo de vida. Um panfleto distribuído pelos manifestantes dizia terem orgulho de "bloquear o maior museu do mundo". A direção do museu afirmou que a instituição está sendo usada apenas como uma "caixa de ressonância" e que não tem relação direta com a mobilização. O bloqueio acontece no rescaldo de um fim de semana de confrontos em várias cidades francesas. Os protestos de sábado começaram de forma pacífica, com pedidos de mais investimento em escolas sucateadas e medidas contra o aumento do custo de vida, mas grupos mascarados tomaram as manifestações, atearam fogo, quebraram vitrines e ergueram barricadas em cidades como Marselha, Paris e Lyon. Cerca de 2 mil pessoas foram detidas e mais de 500 policiais, gendarmes e bombeiros ficaram feridos; até jornalistas, incluindo uma correspondente da Euronews, foram atacados por mascarados no centro de Paris. Entidades empresariais estimam os danos materiais em centenas de milhões de euros, e ecos da violência também foram registrados na Bélgica, na Itália e em Portugal. O Ministério Público de Paris contabilizou 855 detidos no sábado, dos quais 557 seguem presos preventivamente, e mais 208 detenções no domingo, com 145 pessoas mantidas presas. As autoridades ainda apuram duas mortes possivelmente ligadas aos distúrbios: a de um socorrista voluntário perto da Place de la République, no sábado, e outra na região de Les Halles, na noite de domingo. Em Limoges, a torre histórica da prefeitura desabou após um incêndio provocado por manifestantes. O presidente Emmanuel Macron disse que a França sente "vergonha e raiva" diante dos episódios, pediu união nacional e afirmou que quem tentou derrubar a República vai responder por isso; ele rejeitou o pedido de demissão do ministro do Interior, Laurent Nuñez. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu pediu a prefeituras que adotem toques de recolher parciais, chamou os protestos dos estudantes secundaristas de legítimos, mas condenou a violência, e anunciou que, a partir de terça-feira, o seguro-desemprego parcial passa a cobrir 100% do salário bruto pelas horas não trabalhadas. Marselha proibiu manifestações em horários específicos e a cidade de Denain decretou toque de recolher noturno até 25 de outubro. No campo político, a líder de extrema-direita Marine Le Pen falou em "crise de confiança", enquanto o candidato centrista Édouard Philippe atribuiu à esquerda radical uma "responsabilidade considerável" pela violência.

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