Após o resultado apertado do 1º turno, a cúpula do PT atribui a Sidônio Palmeira falhas de comunicação na campanha de Lula e pressiona por mudanças. Lula determinou reformulação da equipe para o 2º turno, com foco em jovens, mulheres e centro político.
Lideranças do PT atribuem ao ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, parte da responsabilidade pelo desempenho de Lula no primeiro turno das eleições presidenciais. O petista terminou atrás de Flávio Bolsonaro (PL) na apuração e disputará o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Segundo apuração da imprensa, dirigentes do partido cobram uma reformulação na estratégia de comunicação da campanha. As críticas apontam falhas na presença digital, fragmentação nas redes sociais e dificuldade de diálogo com públicos como jovens, mulheres e eleitores de centro. O próprio Lula teria determinado uma mudança de rumo para a reta final da disputa contra Flávio Bolsonaro.
Entre as mudanças discutidas está a ampliação do núcleo de campanha, com a entrada de integrantes de partidos aliados, como o PSB, além da possível contratação do publicitário Otávio Antunes, responsável por campanhas digitais que tiveram grande repercussão nas redes sociais. Nomes como o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Camilo Santana e Edinho Silva aparecem citados no processo de reorganização da equipe.
Petistas também criticam a forma como Sidônio conduziu a comunicação sobre o fim das casas de apostas online, as chamadas bets, medida que teria irritado parte do eleitorado que utilizava essas plataformas. Para o PT, o episódio teria contribuído para o desgaste de Lula junto a esse público nas semanas finais antes da votação.
Com menos de três semanas para o segundo turno, o partido quer recuperar terreno nas regiões e faixas da população em que perdeu espaço para Flávio Bolsonaro, que avançou de forma expressiva no primeiro turno e colocou a disputa presidencial em um patamar de equilíbrio inédito desde a redemocratização.