Mísseis e drones russos atingiram Kiev e outras 12 regiões da Ucrânia na madrugada desta quarta-feira, matando ao menos 19 civis, incluindo quatro crianças. Zelensky chamou o ataque de "presente de aniversário" para Putin.
A Rússia lançou um dos maiores ataques aéreos das últimas semanas contra a Ucrânia na madrugada desta quarta-feira (7), combinando mísseis e drones contra Kiev e outras 12 regiões do país. Segundo autoridades ucranianas citadas pelo jornal O Povo e pela Euronews, pelo menos 19 civis morreram, entre eles quatro crianças, e cerca de 60 pessoas ficaram feridas.
O ataque mais letal ocorreu na cidade de Pryluky, na região de Chernihiv, onde um míssil atingiu um prédio residencial de cinco andares e matou nove pessoas, três delas crianças. O ministro do Interior, Ihor Vyhivskyi, informou que outras 34 pessoas ficaram feridas no local. Houve ainda vítimas em Kremenchuk e Oleksandriya, e prédios foram danificados em Dnipro.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky classificou a ofensiva como um dos ataques "mais vis" dos quase cinco anos de guerra. Segundo ele, a destruição do prédio em Pryluky foi um "presente de aniversário" macabro para Vladimir Putin, que completou 74 anos na data do ataque.
De acordo com a força aérea ucraniana, a Rússia disparou cerca de 50 mísseis e 130 drones contra regiões como Dnipropetrovsk, Kiev, Kharkiv e Poltava. As defesas antiaéreas conseguiram interceptar cinco mísseis balísticos, 39 mísseis de cruzeiro e mais de 100 drones. Em Kiev, duas pessoas morreram em um incêndio causado pelos bombardeios no distrito densamente povoado de Darnytskyi, e moradores passaram a noite abrigados em estações de metrô enquanto cortes programados de energia eram aplicados para poupar a rede elétrica, já bastante danificada.
O Ministério da Defesa russo confirmou os ataques, mas afirmou ter alvejado instalações industriais ligadas à produção de mísseis e drones, além de infraestrutura portuária e de reparos navais em Odessa, sem mencionar vítimas civis.