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Síria começa a destruir armas químicas deixadas pelo regime de Bashar al-Assad

Redação · 03 de set. de 2026

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Síria começa a destruir armas químicas deixadas pelo regime de Bashar al-Assad

Sob supervisão da Organização para a Proibição de Armas Químicas, a Síria iniciou nesta quinta (3) a destruição de munições químicas encontradas em maio, remanescentes do arsenal do ex-ditador Bashar al-Assad.

O novo governo da Síria começou nesta quinta-feira (3) a destruição de armas químicas e materiais usados em sua fabricação deixados pelo regime do ex-ditador Bashar al-Assad, derrubado do poder no fim de 2024. A operação é supervisionada pela Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW), órgão vinculado à ONU, em parceria com as autoridades sírias atuais. O material havia sido localizado em maio deste ano pelo novo governo, liderado pelo presidente Ahmed al-Sharaa, ex-comandante do grupo rebelde Hayat Tahrir al-Sham (HTS), responsável pela ofensiva que encerrou mais de cinco décadas da família Assad no poder. É a primeira operação de destruição de armas químicas no país desde 2014, quando parte do arsenal sírio já havia sido neutralizada sob acordo internacional. Durante a guerra civil síria, investigações internacionais documentaram ao menos dois episódios em que o governo de Assad teria usado armas químicas contra opositores e civis, o que motivou ataques dos EUA e de aliados contra alvos sírios entre 2017 e 2018. A destruição do material remanescente é vista como um passo simbólico na tentativa do novo governo de romper com o legado do regime anterior perante a comunidade internacional.