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Economia
The Economist diz que PCC e CV estão consolidados e diversificaram operações no Brasil

Revista britânica afirma que as facções cresceram além do tráfico, somando bilhões em fraudes e contrabando. Publicação defende investigação e policiamento qualificado em vez de "bukelismo".
A revista britânica The Economist publicou uma análise apontando que as principais facções criminosas do Brasil, o PCC e o Comando Vermelho, estão "consolidadas e relativamente estáveis" e diversificaram suas fontes de receita para muito além do tráfico de drogas.\n\nSegundo os números citados pela publicação, o faturamento das facções com cocaína somou cerca de US$ 3 bilhões em 2022, enquanto atividades como comércio de combustível roubado, ouro ilegal e contrabando renderiam cerca de US$ 26 bilhões. Já os ganhos com fraudes financeiras e o comércio de celulares roubados chegariam a US$ 36 bilhões, evidenciando a sofisticação e o alcance econômico dessas organizações.\n\nA reportagem também chama atenção para a situação carcerária do país, com cerca de 727 mil detentos em um sistema prisional com capacidade para apenas 500 mil pessoas, o que favorece o recrutamento e o controle das facções dentro dos presídios.\n\nApesar da queda em indicadores de crimes violentos nos últimos anos, a criminalidade segue sendo apontada pelos eleitores brasileiros como um dos principais problemas do país. A publicação destaca ainda que as facções investem somas expressivas em corrupção institucional e em apoio a candidaturas políticas em diversas regiões.\n\nAo analisar possíveis respostas do Estado, The Economist avalia que o modelo de repressão em massa adotado em El Salvador, conhecido como "bukelismo", seria pouco eficaz diante da sofisticação das organizações criminosas brasileiras. A recomendação da revista é o investimento em capacidade de investigação, inteligência e treinamento policial como estratégias mais efetivas de combate a longo prazo.
Resumo das 18