Trump disse que há indícios de envolvimento do Irã no ataque a um voo da Flydubai rumo a Israel e prometeu resposta dura. Os EUA já reforçam defesas no Oriente Médio com baterias Patriot e o porta-aviões USS Theodore Roosevelt.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que o Irã pode estar por trás da tentativa de sequestro de um avião da companhia Flydubai que seguia para Israel, e prometeu que o país "será atingido com muita força" caso a ligação se confirme.
O episódio começou quando o copiloto da aeronave, segundo autoridades israelenses, teria esfaqueado o capitão e tentado jogar o avião contra o solo. A aeronave perdeu cerca de 5 mil metros de altitude em apenas um minuto antes de passageiros conseguirem conter o agressor, permitindo um pouso de emergência na Arábia Saudita.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o copiloto, um cidadão de Omã, passou por um processo de "radicalização islâmica" e elogiou a reação do piloto, um indiano, e dos passageiros, que teriam evitado uma tragédia maior. As autoridades dos Emirados Árabes Unidos abriram uma investigação formal para apurar se houve intenção terrorista no caso.
Questionado por jornalistas na Casa Branca sobre uma possível participação iraniana, Trump respondeu que "a resposta, pelo que estou ouvindo, é sim, mas estamos apurando agora", e acrescentou que o país "será atingido com muita força" em caso de retaliação.
Como forma de pressão, os Estados Unidos já teriam começado a enviar baterias adicionais de míssies Patriot para a Arábia Saudita e o Catar, além de reposicionar o grupo de ataque liderado pelo porta-aviões USS Theodore Roosevelt em direção ao Oriente Médio, segundo informações citadas pela Euronews.