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Guerra
Trump diz que nova onda de ataques ao Irã será breve e reforça controle sobre Ormuz

Após uma nova rodada de bombardeios dos EUA contra o Irã, Donald Trump disse acreditar que a ofensiva será breve e reafirmou que Washington controla o Estreito de Ormuz. O petróleo oscilou e Teerã revidou atacando bases americanas na região.
Uma nova rodada de ataques dos Estados Unidos contra o Irã reacendeu a guerra que já dura cerca de seis meses no Oriente Médio. Nesta quarta-feira (2), forças americanas bombardearam pela segunda vez em três dias posições na costa sul iraniana, mirando radares e equipamentos usados para o lançamento de minas navais próximas ao Estreito de Ormuz.
O presidente Donald Trump disse a jornalistas que não espera que a nova ofensiva se prolongue e voltou a afirmar que os Estados Unidos mantêm controle sobre a movimentação no estreito, rota por onde passa parte relevante do petróleo mundial. Segundo ele, a operação atingiu equipamentos defensivos e ofensivos recém-instalados pelos iranianos e novos ataques podem ocorrer a qualquer momento.
Em retaliação, o Irã lançou drones e mísseis contra bases dos EUA espalhadas pelo Oriente Médio, repetindo o padrão de resposta observado ao longo do conflito. Autoridades iranianas afirmaram que uma festa de casamento na cidade litorânea de Sirik foi atingida, com ao menos quatro mortos e cerca de 67 feridos, número que pode aumentar. Um porta-voz das forças americanas negou que civis tenham sido alvo dos ataques.
A escalada voltou a pressionar o mercado de petróleo, que havia mostrado sinais de recuperação no último mês com a redução da intensidade dos combates. O barril tipo Brent chegou a subir para perto de US$ 97 antes de recuar, acumulando alta de cerca de 58% no ano. Analistas citados pela Bloomberg avaliam que o conflito segue sem sinais de acordo, com o aumento do petróleo pressionando a economia global.
Não há, até o momento, sinalização de que Washington e Teerã pretendam retomar as negociações de paz interrompidas após o fracasso de um entendimento intermediado pelo Paquistão em junho.
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