O TSE vai usar até 1.113 terminais Starlink em 13 estados para enviar resultados eleitorais de locais sem internet convencional. Os dados dos boletins de urna serão transmitidos de forma criptografada, sem acesso da empresa ao conteúdo dos votos.
O Tribunal Superior Eleitoral vai recorrer à internet via satélite da Starlink para garantir a transmissão dos resultados das eleições de 2026 em regiões do país sem acesso à internet convencional. Ao todo, serão distribuídos até 1.113 terminais em 13 estados brasileiros, principalmente na Amazônia e em áreas rurais de difícil acesso.
Os equipamentos, que incluem antenas de satélite e baterias de alta capacidade, serão fornecidos pela Hughes do Brasil. Amazonas e Pará devem receber a maior quantidade de aparelhos, com 350 unidades cada, seguidos por Mato Grosso, com 117, e Acre, com 91. Os demais estados contemplados ficam com números menores de terminais.
De acordo com o TSE, a tecnologia só entra em ação depois do encerramento da votação: as urnas eletrônicas não têm conexão direta com a internet em nenhum momento, e os boletins de urna são assinados digitalmente, criptografados e verificados no destino antes de serem contabilizados. O tribunal reforça que a empresa responsável pelos terminais não tem acesso ao conteúdo dos votos nem participa do processo de apuração, que continua sob controle exclusivo da Justiça Eleitoral.
A medida busca evitar atrasos na divulgação dos resultados em municípios isolados, um problema recorrente em eleições anteriores em regiões remotas do país.