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Vance nega que EUA estejam em "guerra" com o Irã, mas evita dar prazo para o fim do conflito

Redação · 03 de set. de 2026

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Vance nega que EUA estejam em "guerra" com o Irã, mas evita dar prazo para o fim do conflito

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, negou nesta quinta (3) que o país esteja formalmente em guerra com o Irã, apesar de seis meses de confrontos. Ele disse investigar mortes de civis em ataque a um casamento perto de Ormuz.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou nesta quinta-feira (3), durante entrevista coletiva na Casa Branca — a primeira em 42 dias —, que o confronto em curso entre EUA e Irã não deve ser chamado de "guerra", apesar de seis meses de embates. "Neste momento, não há tiroteio ativo", disse, mesmo reconhecendo três dias seguidos de trocas de ataques perto do Estreito de Ormuz na semana. O conflito começou no final de fevereiro de 2026 e já deixou, segundo balanço mais recente, 18 militares americanos mortos e 790 feridos. Na última terça-feira, os EUA atingiram cerca de 60 alvos militares iranianos, e as forças americanas seguem com uma estratégia de ataques pontuais e sucessivos contra posições do país. Vance também foi questionado sobre relatos de que ataques recentes mataram quatro pessoas durante uma cerimônia de casamento perto do Estreito de Ormuz. O vice-presidente afirmou que o caso está sendo apurado e negou que civis sejam alvo das operações americanas: "nunca miramos civis em combate", disse. Ele reforçou ainda que apenas os Estados Unidos têm capacidade de garantir a segurança da navegação no estreito, rota estratégica para o transporte de petróleo, e voltou a afirmar que a ofensiva deve ser breve, sem cravar uma data para o fim das operações.