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Economia
Wall Street sobe com inflação em linha nos EUA e real perde força

Wall Street subiu na sexta após dado de inflação nos EUA vir em linha com o esperado, encerrando sequência de perdas. Petróleo caiu e real se desvalorizou, mas juros mais baixos no Brasil sustentam aposta em corte da Selic.
As bolsas americanas fecharam a sexta-feira (11) em alta, encerrando uma sequência de quatro pregões consecutivos de perdas. O S&P 500 avançou 0,86%, para 7.657 pontos, o Dow Jones subiu 0,98%, a 52.573 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,96%, aos 26.333 pontos. O índice VIX, que mede o nível de aversão a risco dos investidores, recuou 11,21%, para 15,84 pontos, sinalizando uma redução do nervosismo no mercado.\n\nO gatilho para o alívio foi a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos referente a agosto, que subiu 3,4% em 12 meses, exatamente dentro do que os analistas esperavam. Com a inflação sob controle, o mercado voltou a precificar como muito provável um novo corte de juros pelo Federal Reserve na reunião marcada para o dia 16 de setembro. Os títulos do Tesouro americano de 10 anos, no entanto, seguem pressionados, com a taxa em 4,974% ao ano, próxima da marca psicológica de 5%.\n\nNo mercado de commodities, o petróleo Brent recuou quase 2,8%, para cerca de US$ 104,60 o barril, aliviando parte do temor de um cenário de estagflação global. Já o ouro subiu 1,78% e a prata avançou 1,26%, movimento típico de busca por proteção em um ambiente de juros americanos ainda elevados.\n\nNo Brasil, o reflexo foi misto. O real se desvalorizou 0,40% frente ao dólar, cotado a R$ 5,1264, pressionado pelos juros americanos próximos de 5% ao ano, que tendem a atrair capital para os Estados Unidos e a enfraquecer moedas de mercados emergentes. Por outro lado, a taxa dos títulos públicos brasileiros de 10 anos recuou para perto de 14,3%, reforçando a expectativa do mercado de que o Copom promova um corte de 0,25 ponto percentual na Selic em sua próxima reunião. Segundo análise da Rio Times, a combinação de petróleo mais barato e inflação americana controlada reduziu os receios de estagflação, ainda que os juros longos nos EUA continuem limitando a margem de manobra dos bancos centrais de países emergentes, incluindo o Brasil.
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