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Zema defende fatiar Petrobras e cobra punição para aliados no caso Master

Redação · 05 de set. de 2026

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Zema defende fatiar Petrobras e cobra punição para aliados no caso Master

Romeu Zema (Novo) defendeu, em entrevista à CNN, dividir a Petrobras em até cinco empresas para estimular concorrência e defendeu punição a aliados de direita citados no caso Master.

O candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, defendeu em entrevista à CNN nesta sexta-feira (4) a privatização e a fragmentação da Petrobras. Segundo ele, a estatal deveria ser dividida em três a cinco empresas distintas para ampliar a concorrência no setor de combustíveis e beneficiar o consumidor final.\n\nZema argumentou que companhias lucrativas valem mais no mercado do que empresas deficitárias, e que uma privatização bem conduzida geraria mais arrecadação em impostos do que os dividendos hoje distribuídos pela estatal aos cofres públicos. Ele citou o agronegócio brasileiro, majoritariamente privado, como exemplo de setor que prospera sem a necessidade de uma estatal equivalente.\n\nNa mesma entrevista, o candidato comentou a crise em torno do caso do Banco Master e das trocas de mensagens entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, hoje preso. Zema disse que a apuração precisa alcançar também nomes ligados à direita, afirmando que "quem está na direita tem que ser punido também" caso comprovado envolvimento irregular, mas ponderou que a credibilidade de Vorcaro como delator ainda é incerta.\n\nO candidato foi ainda mais duro ao comentar a atuação de Moraes revelada pelo relatório da Polícia Federal divulgado pelo ministro André Mendonça. "Um ministro do Supremo se tornou consultor jurídico do maior bandido do Brasil. Isso é estarrecedor", declarou, defendendo que, em outros países, uma conduta desse tipo levaria a processo criminal e não apenas a um afastamento do cargo.