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Bancos centrais consideram juros mais altos por mais tempo com corrida por IA

Redação · 18/10/2026, 15:35

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Bancos centrais consideram juros mais altos por mais tempo com corrida por IA

Reunidos em Bangcoc para encontros do FMI e Banco Mundial, dirigentes de bancos centrais avaliam que o boom de investimentos em IA pode elevar os juros neutros e manter taxas altas por mais tempo nas principais economias.

Autoridades monetárias reunidas em Bangcoc, durante os encontros anuais do FMI e do Banco Mundial, afirmaram que a corrida por capital ligada ao boom de investimentos em inteligência artificial está pressionando os custos de financiamento e pode obrigar os bancos centrais a conviver com juros persistentemente mais altos. O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, disse que as autoridades monetárias precisam tratar a IA como um choque econômico que afeta primeiro a demanda e só depois a oferta, alertando que a transição para essa nova realidade pode ser turbulenta. Outros dirigentes do G20 alertaram que uma simples revisão para baixo nas expectativas de lucro que sustentam os investimentos em IA já seria suficiente para provocar forte instabilidade nos mercados financeiros. Segundo essas autoridades, a taxa de juros neutra (a chamada R-star) provavelmente está subindo nas principais economias, ainda que a magnitude exata seja incerta — o que sugere que os juros atuais são menos restritivos do que se imaginava. O Banco do Japão já citou a demanda ligada à IA entre os motivos de suas recentes altas de juros. Além da IA, o endividamento de governos como Estados Unidos, Japão e Alemanha para financiar defesa, política industrial e energia também pressiona os juros dos títulos públicos, que subiram globalmente a patamares não vistos desde antes da crise financeira de 2008. A zona do euro, sobretudo a França, é vista como especialmente vulnerável pela combinação de alta dívida e custos de energia elevados; a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, afirmou que a solução para o caso francês passa pela política fiscal do próprio país. De acordo com a agência Reuters, o mercado já precifica uma nova alta de juros do Banco da Inglaterra em 5 de novembro, além de aumentos adicionais do BCE e do Federal Reserve em dezembro.

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